quinta-feira, 27 de maio de 2010

CINEFoot - Festival de Cinema de Futebol estreia também no Porta Curtas!






Ano de Copa, Futebol é o assunto! E o Porta Curtas entra em campo com fome de bola fazendo uma tabelinha com o CINEFoot! Convocamos os curtas deste primeiro Festival de Cinema de Futebol do Brasil para uma seleção imbatível, confira!
» E você é quem escolhe que leva a taça! Vote agora!

Ernesto no País do Futebol
Época de Copa e ainda bem que você é brasileiro! Pois é, imagine se você fosse um menino argentino...
» 1 prêmio em Gramado, 2 em Vitória.

Unidos Vencerás 2, uma história diferente
Venha gritar, chorar e rir com os incríveis e apaixonados torcedores do América Futebol Clube. O time de coração de Romário e Lamartine Babo tem o hino mais bonito e a menor e mais animada torcida do Brasil. Enfrentando décadas sem títulos e os timecos da terceira divisão, eles são os verdadeiros Dons Quixotes do futebol carioca!!
» Paixão Vermelha!

Mauro Shampoo - Jogador, Cabelereiro e Homem
A inacreditável odisséia do pior time do mundo e de seu maior craque: um cabeleireiro. Conheça o homem que tem um coração de ouro, uma tesoura de aço e uma perna de pau!
» O craque que faltava em seu álbum de figurinhas!

Dogão Calabresa
Pão careca, lingüiça, milho, tomate, bastante molho e um clássico brasileiro no Morumbi lotado: ingredientes desse saboroso documentário!
» Altas jogadas, baixa gastronomia!




O primeiro festival de cinema de futebol do país acontece no Rio de Janeiro, de 27 de maio a 1o. de junho no Unibanco Arteplex.Em São Paulo, de 04 a 06 de junho no Museu do Futebol - Estádio do Pacaembu.

O CINEfoot também vai prestar homenagens a personalidades do mundo do Futebol e do Cinema.No ano 1 da Mostra, o futebolista escolhido é o goleiro Félix, dono da camisa número 1 do Brasil na conquista do tricampeonato mundial em 1970.No campo do Cinema, o cineasta Maurício Capovilla é o eleito.

... preconceito com todas as raças e credos...


Importância do conceito
de «Islamofobia» em debate



A importância do conceito de “islamofobia” será amanhã abordada no encontro «Muslims in Europe and Islamophobia - A Workshop of Research in Progress and Symposium», uma organização da rede MEL (Muçulmanos em Espaços Lusófonos), do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, e do programa britânico «Our Shared Europe», do British Council.

Em conversa com o «Ciência Hoje», Nina Clara Tiesler, responsável pela iniciativa, explica que o encontro se divide em duas partes. “Na primeira vão ser apresentados trabalhos que estão a ser desenvolvidos por investigadores de várias universidades europeias, incluindo a Universidade de Lisboa”. A segunda parte é um simpósio onde participam os especialistas britânicos autores do livro «Thinking through Islamophobia».

Para investigadora é necessário tratar e pensar o conceito de “islamofobia” pois a discriminação contra os muçulmanos não é abordada como uma questão de racismo. “Na sociedade ocidental, os muçulmanos não podem lutar pelos seus direitos porque os tribunais não consideram os actos contra os muçulmanos como actos de racismo. Isto porque ser muçulmano não implica pertencer a uma “raça” específica e o próprio conceito de raça é uma construção social”.

... banda nova...

Rock de la Vega

... pense num rock' n roll bacana!!!



Conheça em : http://www.myspace.com/rockdelavega

... façam suas apostas: controle ou regulação?

... ou é tudo a mesma coisa?




Professores terão exame para ingressar na carreira

por Secom em 24/05/2010 19:15hs

A prova avaliará os profissionais que tenham concluído ou estejam concluindo cursos de formação inicial para a docência e que desejam ingressar na carreira do magistério
Portaria publicada nessa segunda-feira (24), no Diário Oficial da União, instituiu o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente. A prova, que será realizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), avaliará os profissionais que tenham concluído ou estejam concluindo cursos de formação inicial para a docência e que desejam ingressar na carreira do magistério. A primeira edição, que é anual, será realizada em 2011. A iniciativa será um serviço que o Inpe prestará às redes municipais e estaduais de educação para a contratação de docentes para a educação básica. Desde a última quarta-feira (19), está aberta na página do Inep na internet a consulta pública que vai subsidiar a construção do exame, que ficará no ar por 45 dias.
Para colaborar acesse www.inep.gov.br.

... abuso emocional ou bullying?

16 Por cento dos adolescentes são vítimas de abuso emocional
 
Estudo da FMUP avaliou mais de sete mil jovens


Um trabalho de investigação promovido pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP), que avaliou mais de sete mil adolescentes com idades entre os 15 e os 19 anos, de escolas públicas de todo o país, revela que 16 por cento dos jovens confessam-se vítimas de abuso emocional e 13 por cento de abuso físico.

O estudo teve como objectivo estimar a prevalência de jovens envolvidos em violência (participando em lutas e sendo vítimas de violência física, psicológica ou sexual). Para isso, foram inquiridos alunos de 16 escolas públicas das capitais de distrito portuguesas, através de um questionário anónimo.

Os resultados permitiram concluir que os abusos emocionais são o tipo de violência mais referido entre os adolescentes dos 15 aos 19 anos, tendendo a aumentar com a idade. Da amostra, 13 por cento declararam ser vítimas de abuso físico, sendo que o envolvimento em lutas foi mais comuns nos rapazes, especialmente entre os mais novos. Os abusos sexuais atingem de forma similar rapazes e raparigas, com uma prevalência de 1,9 por cento. Não foram encontradas diferenças entre as regiões nas prevalências dos vários tipos avaliados.

Quanto às características socioeconómicas, o estudo demonstrou que os adolescentes provenientes das famílias mais pobres reportam mais violência física. Por seu lado, os filhos de pais mais escolarizados relatam com mais frequência abusos emocionais. Segundo os investigadores, “estes resultados podem estar relacionados com a forma como os jovens, dependendo do ambiente no qual estão int egrados, percepcionam a violência”. É possível que os adolescentes de classes mais altas identifiquem como abuso emocional situações que os jovens de classes mais baixas desvalorizam.

As raparigas que se classificaram como “sem religião” referiram mais frequentemente serem vítimas de abuso físico e emocional, no entanto não se observou associação com o envolvimento em lutas. Outras investigações internacionais sugerem que a religião pode influenciar o comportamento destes, na medida em que, quando praticantes de uma religião, estão envoltos num conjunto de regras e valores que exercem pressão na sua conduta, ainda que de forma subjectiva.

Consumo de substâncias e violência

O consumo de tabaco e cannabis também foi avaliado. Como esperado, uma vez que se conhece a relação entre os diferentes comportamentos de risco, o consumo destas substâncias associou-se a todos os tipos de violência, tanto nos rapazes como nas raparigas.

Os dados deste estudo, referentes a 2000, revestem-se de especial importância numa altura em que o bullying está no centro das atenções por causa de casos extremos que vieram a público. No entanto, de acordo com os autores, importa conhecer o fenómeno de violência nos adolescentes como um todo, uma vez que os casos de maior gravidade são apenas “a ponta do icebergue”.

Os investigadores da FMUP lembram que os abusos podem comprometer a auto-estima, a criação de relações interpessoais saudáveis e o desenvolvimento de sentimentos de confiança em si próprio e nos outros. O trabalho foi publicado no jornal científico espanhol Gaceta Sanitaria no início des te ano.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

FAO usa redes sociais no combate à fome

Facebook, Twitter e YouTube começam a ser invadidas por imagens de pessoas esfomeadas e informações de alerta sobre a fome no mundo

A partir desta terça-feira, 11/05, sites como o Facebook, o Twitter e o YouTube começam a ser tomados por imagens de pessoas esfomeadas e por informações de alerta sobre a fome no mundo. A ideia é chamar a atenção para a situação de cerca de 1 bilhão de famintos, 642 milhões na Ásia e no Pacífico, 265 milhões na África Subsaariana, 53 milhões na América Latina e Caribe, 42 milhões no Oriente Médio e Norte da África e 15 milhões nos países desenvolvidos. A campanha internacional é uma iniciativa da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO).
O projeto 1billionhungr usa imagens fortes para ilustrar a pior face da fome. E uma tipografia forte e agressiva para pedir  um basta.
Uma das peças da campanha é um vídeo promocional feito pelo ator britânico Jeremy Irons, no qual ele interpreta um personagem baseado em uma famosa cena do filme "Network".
Eventos para apoiar o lançamento da campanha 1billionhungr foram organizadas em várias cidades do mundo.
(*) Com informações da Agência Brasil.


"O momento neoliberal do capitalismo terminou"

Em entrevista para a IHU On-Line, Luiz Gonzaga Belluzzo analisa as consequências da crise na zona do Euro e projeta os rumos que o capitalismo poderá tomar a partir dessa crise. Para o enconomista, o tipo de capitalismo dominante nos últimos 30 anos está com os dias contados. "O tipo de capitalismo que vai surgir dependerá muito da luta social, da formação do imaginário popular, que, na verdade, não depende muito dos iluminados, mas da capacidade de informação e compreensão do que realmente aconteceu", defende Belluzzo.
Ao refletir sobre as consequências da crise na zona do Euro, o professor Luiz Gonzaga Belluzzo defende que “o tipo de capitalismo que vai surgir dependerá muito da luta social, da formação do imaginário popular, que, na verdade, não depende muito dos iluminados, mas da capacidade de informação e compreensão do que realmente aconteceu”. E completa: “isso vai se formar na luta política”.

Na entrevista que concedeu, por telefone, para a IHU On-Line, ele antevê que “esse capitalismo dos últimos 30 anos, sobretudo desde a desfiguração do estado do bem-estar na Europa e do avanço do projeto neoliberal, é um modelo que terminou”. Na visão de Belluzzo, “o que está em risco nesse momento - e a crise europeia mostra isso com muita clareza - é a infraestrutura do mercado, constituída pelo crédito e pela questão da riqueza monetária e financeira. Essa infraestrutura está colocando em risco o funcionamento do mercado, da oferta de trabalho, da demanda de bens etc. E a manutenção dessa relação de domínio pode jogar a sociedade numa crise muito prolongada”. No entanto, enfatiza: “teremos ainda muito chão para percorrer até chegar a uma reconfiguração das relações entre as finanças, mercados, empresas e governos”.

Luiz Gonzaga Belluzzo é graduado em Direito pela Universidade de São Paulo – USP, mestre em Economia Industrial pelo Instituto Latino-Americano de Planificação-Cepal, e doutor em Economia pela Universidade de Campinas - Unicamp. Atualmente, é professor do Instituto de Economia da Unicamp e editor da revista Carta Capital.

Confira a entrevista.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

... Mais um problema de cegueira consentida

“A elite brasileira quer ignorar a questão racial, uma vez que não quer lidar com as consequências da escravidão”

Joel Zito Araújo é doutor em Comunicação pela ECA/USP, cineasta e roteirista. Realizou, a partir de 1984, 24 documentários e 22 médias metragens. Em 2000, dirigiu o documentário e lançou o livro “A negação do Brasil”, sobre a participação de atores negros na televisão. A atriz Thaís Araújo é uma das protagonistas do seu filme “Filhas do Vento”. A entrevista, concedida ao Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC), revela muito sobre a nossa história, a nossa cultura e a nossa gente.

... Veja o problema que você cria quando não quer ver ...

A Bolívia que só a Veja não vê


Publicada na edição 2164 da revista Veja, de 12 de maio deste ano, a matéria “A farsa da nação indígena”, referindo-se à Bolívia, traz uma série de equívocos e de fatos descontextualizados que, juntos, dão forma a um texto totalmente preconceituoso com o país e com o processo político por ele vivido atualmente.
Apesar do repórter Duda Teixeira assinar o texto de La Paz, é difícil crer que um jornalista esteve nesta cidade e, ainda assim, intitulou sua peça jornalística tal qual foi publicada. Só não percebe os traços indígenas da maioria da população quem passou por aqui e não olhou a cara das pessoas. Quem caminhou pelas ruas de ouvidos tapados ignorando os “aymara e quechua-hablantes” . Quem não se permitiu aos olores, não provou da comida, não buscou saber da música, não buscou na literatura, enfim, quem censurou todos os sentidos e quase todas suas formas de reprodução. De tal maneira que desatar tantos devaneios travestidos de jornalismo nos consumiria o espaço de toda uma edição da revista. Mas vamos a alguns pontos.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

II Seminário Internacional de Educação Estética



25 a 27 de Agosto de 2010
UNICAMP - CAMPINAS - SP


INSCRIÇÕES: on line através de formulário eletrônico
Formas de participação:
com apresentação de trabalho: vídeopôster

até 31/05/2010
PELO SITE:

... Rod Stewart - I Still I look to find a reason ..

... é preciso extrair da vida ...

... emoções e sentimentos que nos eleve à condição de homens ... mesmo que não se consiga perceber de onde é possível extrair tais tesouros!




Mais feliz Coração da terra - Roupa Nova, gravado nos estúdios Abbey Road - Londres

... qualidade em dois idiomas

Roupa Nova com a participação de Ben's Brothers em Abbeyroad

... a fórmula do sucesso na música brasileira

... música e arte em todo lugar...

Mais um Som da Rua, criação genial da galera do Scriptease. Dessa vez o som escolhido foi o clássico Beat It, do Michael Jackson.



Fonte: http://www.alunosmeto.com/blog

... arte e música ou música e arte... tanto faz!

She's Leaving Home "Roupa Nova" Abbey Road Studios


quarta-feira, 19 de maio de 2010

... um post diferente, pessoal!!!

19 de maio, para lembrar de Dona Dalva (tia), mãe de meu amigo Bráulio, mulher guerreira, mãe combatente, serva perseverante e surpreendentemente, a invisível superação do insuperável de conseguir confortar os que achavam que poderiam fazer isso por ela.

Quero ser como ela foi, com meus amigos, meus filhos e minha esposa!
Quero ser como ela no ardor e nos joelhos!

Tomara que eu consiga!

O melhor de tudo: ela está muito bem! Descansa na presença do ARQUITETO do cosmos!!!

Aos ficantes, minha solidariedade, meu carinho e o que eu puder ser para servir!!!

terça-feira, 18 de maio de 2010

... o império contra-ataca... será?

A linguagem do império 
léxico da ideologia estadunidense
Domenico Losurdo 

 "Washington quer excomungar quem resiste". Por Juliana Sada
O Escrevinhador - 14 de maio de 2010 


"Os Estados Unidos não se caracterizam apenas pelo seu grande poderio militar de destruição de massa, em certo sentido eles possuem instrumentos de estupidificação de massa. Eu não posso nada contra as armas de destruição de massa. Contra as armas de estupidificação, escrevi esse livro”. A afirmação é do filósofo italiano Domenico Losurdo, estudioso de Heiddeger, Nietszche e crítico do pensamento liberal. Losurdo veio ao Brasil divulgar seu mais recente trabalho “A linguagem do Império – Léxico da ideologia americana” (Boitempo Editorial). O Escrevinhador conversou com Domenico Losurdo sobre sua obra, uso da mídia pelos EUA e o discurso fundamentalista estadunidense. 

Confira a entrevista a seguir
 

... Será que não tem ninguém nesse país que bote freio nesses imbecilóides?


OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS, OLIMPÍADAS,

SERÁ QUE O COB OU O COI VAI ME PROCESSAR?????

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COB TENTA IMPEDIR ATÉ PROPAGANDA DE SUPERMERCADO
Swim It Up!

Como seria então uma chamada para os Jogos Olímpicos sem autorização?!?

SÃO PAULO, 07/05/2010 16:45
Swim It Up! Clipping, Afonso Morais 

“Impertinência". "Demanda temerária". "Atitude maliciosa ou, no mínimo, ingênua". "Descabimento”. Foi assim, com essas expressões, que o desembargador Celso Ferreira, da 15ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, julgou o pedido de apelação do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), presidido por Carlos Arthur Nuzman, no processo em que a entidade move contra os Supermercados Guanabara há quase dois anos e localizado por levantamento do Congresso em Foco. A ação judicial pretendia vetar a veiculação da campanha publicitária “Olimpíadas Premiadas”, criada pela agência de comunicação Fullpack, contratada pela rede carioca, durante os Jogos O límpicos de Pequim, em 2008. O comercial tinha uma tocha como logomarca e apresentava os irmãos Diego e Danielle Hipólito – da seleção brasileira de ginástica olímpica – como protagonistas.
O processo (de número 0252357-87.2008.8.19.0001) demonstra com clareza o poder absoluto que Nuzman queria ter sobre os símbolos e palavras relacionadas com os Jogos Olímpicos e até onde ele pretendia estender o domínio sobre eles. Na ação, o COB questionou o uso da palavra “Olimpíadas” na propaganda e alegou que “a utilização de qualquer desses símbolos (neste caso, a tocha) depende de prévia e expressa autorização sua (do COB)”. A defesa do supermercado argumentou que “o termo ‘Olimpíada’ integra a história da humanidade há milênios” e não retirou o comercial do ar. A entidade pedia também indenização ao supermercado no valor de R$ 25 mil. O comitê perdeu a ação em primeira instância. O COB foi condenado a pagar 10% sobre o valor da causa (R$ 2,5 mil corrigidos) referente às custas processuais e honorários advocatícios.
Em outubro de 2009, o relator da ação, Celso Ferreira, votou contra o recurso e foi acompanhado, por unanimidade, pelos magistrados. No mês seguinte, ratificou sua posição ao negar impedimento judicial apresentado pelo COB contestando a decisão anterior. Insatisfeito com o resultado, o comitê ainda tentou conseguir recurso especial para encaminhar o processo ao Superior Tribunal de Justiça, em Brasília, mas também foi indeferido. Em março deste ano, o desembargador Antônio José Azevedo Pinto, terceiro vice-presidente do TJRJ, não admitiu o pleito alegando falta de razoabilidade por parte do COB e que “o exame das razões de recurso revela que o recorrente pretende, por via transversa, rever matéria de fato discutida na causa e decidida com base nas provas dos autos”. Ainda cabe um último recurso ao Comitê Olímpico Brasileiro. Enquanto recorria, Nuzman tratava também de obter no Congresso as modificações nas leis referentes à organização dos Jogos Olímpicos, como noticiou com exclusividade o Congresso em Foco.
Processo contra blog
Em outra ação Judicial, o COB tenta impedir que o advogado paulista Alberto Murray Neto utilize o termo “olímpico” como título de seu blog sobre esporte e hospedado no site da ESPN Brasil. Membro da Corte Arbitral do Esporte – instância máxima da jurisdição desportiva mundial – Murray Neto também foi membro do COB durante 12 anos (1996-2008), até entrar em confronto direto com Arthur Nuzman por discordar da política exercida pelo dirigente. O processo está em andamento, mas Nuzman também já sofreu um revés nessa ação.
Em janeiro deste ano, o Comitê Organizador Rio 2016 (CO Rio), também presidido por Nuzman, tentou tirar das prateleiras, por meio de notificação extrajudicial, o livro "Educação, Esporte e Valores Olímpicos", da escritora e professora Katia Rubio, da Escola de Educação Física e Esporte da Universidade de São Paulo, alegando o uso indevido da expressão “olímpicos”. Pela forte repercussão que ganhou o caso, Nuzman declinou e se retratou à professora. Depois de três derrotas na Justiça, o cartola resolveu apelar ao Legislativo. Uma vez derrotado pela lei, confiou que teria prestígio suficiente para alterá-la e, assim, legitimar futuras causas judiciais e, principalmente, garantir os argumentos e dispositivos legais para vencê-las.
Esses episódios demonstram claramente o que poderia ocorrer em larga escala caso a sugestão de Carlos Nuzman fosse aprovada pelo Senado Federal. Como antecipou o Congresso em Foco há duas semanas, o dirigente enviou documento ao presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), de maneira discreta e fora dos procedimentos legislativos, para alterar duas leis federais que regulamentam a proteção aos símbolos olímpicos e assegurar direitos de exclusividade para todas as expressões diretamente relacionadas com as Olimpíadas 2016. Mas a proposta foi rejeitada – e ironizada – por unanimidade no plenário da Comissão de Educação, Cultura e Esporte da Casa.
Em caso de vitória do COB, a ação contra a rede de supermercados carioca poderia abrir um precedente arriscado para a entidade aumentar de forma exagerada a lista de restrições de termos relacionados aos Jogos Olímpicos. E até mesmo palavras prosaicas e que não têm relação direta com as Olimpíadas como "patrocinador", "jogos", "medalhas" e até o numeral "2016". Mais do que isso: poderia ser necessária a aprovação de Nuzman para usar o nome da cidade do Rio de Janeiro – sob pena de responder a processo judicial por perdas e danos e concorrência desleal –, já que a palavra “Rio” também constava na lista de restrições proposta pelo COB.
Coincidência?

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Por que a América hispânica não se tornou uma só nação

Reproduzimos esta entrevista que Daniel Ulanovsky Sack fez com Tulio Halperin Donghi para o jornal Clarín, em fins de 1997. Tulio Halperin Donghi teve o destino que perseguiu a muitos intelectuais argentinos: abandonar uma nação que a partir da Noite dos Bastões Largos do general Onganía impôs uma ordem vertical e sem dissenso nas universidades. Clima ruim para um historiador especializado nas lógicas políticas e nas raízes institucionais do país. Assim, há trinta anos, Tulio Halperín Donghi vive nos Estados Unidos, onde é professor emérito da Universidade da Califórnia, em Berkeley e figura como principal quadro do Departamento de História Latinoamericana.

Quando da independência da América Espanhola havia a idéia de integração latino-americana?
THD – A América Espanhola era vista como uma unidade: todas as regiões haviam se desgarrado da metrópole quando Napoleão invadiu a Espanha e prendeu Fernando VII. Nas colônias foi necessário organizar o governo local de outra maneira, e num primeiro momento se teve uma perspectiva continental. Se se analisa as propostas de Mariano Moreno para realizar um congresso americano, dá-se conta de que ela incluía os territórios dos vice-reinados. Esta idéia, elaborada em 1810, sequer teve início e já dois anos mais tarde, no que em seguida passaria a ser o Hino Nacional Argentino, chamavam-se de Províncias Unidas del Sur e da Nova e Gloriosa nação. Já não se fazia referência a toda a América Hispânica, mas ao antigo vice-reinado do Rio da Prata.

O que aconteceu em apenas dois anos, para que a idéia da união fosse abandonada?
THD – Surgiu uma alternativa que encarnava a realidade de uma maneira mais clara. As revoluções americanas tinham ocorrido através de focos separados em cidades distintas, ilhados e, amiúde, entre eles. Estes focos foram assumindo identidade própria nas guerras contra a coroa e em pouco tempo se constituíram em unidades geográficas que depois dariam na formação das nações independentes.

Esta explicação serve para entender por que a América Hispana tanto se atomizou, à diferença da anglo-saxã, que restou constituída em dois grandes países?
THD – Não diria que a atomização foi tão grande. No esquema administrativo espanhol não existia uma unidade [burocrática] para as colônias, mas entidades separadas entre si, cada uma vinculada a uma metrópole. Os laços mais fortes se construíam com a Europa e não entre os vice-reinados. Dito isso, reconheço que algumas zonas se fragmentaram, como foi o caso da América Central e do vice-reinado de Nova Granada, do qual surgiram Equador, Colômbia e Venezuela. Mas a unidade desse vice-reinado havia sido muito débil já na época colonial.
 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

... Utilidade Humanizadora ...

O Diretório Central dos Estudantes/UFG, Centros Acadêmicos de Letras, História e Medicina e o Comunidade Faz Arte convidam a comunidade estudantil a participarem do I Curso de Formação Política Estudantil.
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Os módulos do curso serão ministrados todos os meses até o final do ano sempre aos sábados.
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No primeiro módulo teremos a presença do Prof. Dr. David Maciel, professor da Faculdade de História/UFG, que falará sobre "Neoliberalismo e Políticas Educacionais no Brasil" no dia 22 de maio de 2010 na Faculdade de Educação/UFG, st. Universitário, das 14h às 17h.
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Serão emitidos certificados com 60 horas extra-curriculares aos que tiverem no mínimo 75% de presença no curso.
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O curso é gratuito e para se inscrever basta enviar um e-mail com nome completo para formacaopoliticaufg@hotmail.com até o dia 21 de maio ou no dia do primeiro módulo (22/05).
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A participação dos alunos tanto universitários quanto secundaristas, do ensino fundamental e da comunicade em geral é importantíssima.

... não era pra menos!!!

Empresários repudiam posição de Serra sobre Mercosul 

Reunidos na Espanha, micros, pequenos e médios empresários europeus e latinoamericanos aprovaram uma moção de repúdio às declarações do candidato tucano que qualificou o bloco sulamericano como uma "farsa" e defendeu sua "flexibilização". Em nota, eles defendem o Mercosul como o "mais importante acordo econômico e cultural da América Latina" e advertem para os riscos decorrentes do enfraquecimento do processo de integração no atual quadro de crise internacional.

Nota de Repúdio
Os empresários latinoamericanos reunidos em Cárceres, Espanha entre os dias 03 e 06 de Maio para a “CUMBRE EUROLATINOAMERICANA DE MICROEMPRESAS Y ECONOMIA SOCIAL” que resultou na Fundação da EUROLATIM 98% – Associação Eurolatinoamericana de Micros, Pequenas e Médias Empresas que tem como objetivo principal buscar uma integração social e econômica entre os povos alicerçadas nos princípios da sustentabilidade, repudiam fortemente as manifestações do candidato a presidência da República do Brasil, Sr. José Serra, que propõe substituir o Mercosul e as demais alianças regionais por tratados de livre comércio.

Considerandos:

• O Mercosul é o mais importante acordo.

... no mundo que queremos ...

A comunicação e o mundo que queremos

Para utilizar uma expressão ao gosto dos grandes empresários do setor, precisamos de uma revolução capitalista na comunicação mundial. Mais proprietários, mais veículos, mais produtores de comunicação, produtos de melhor qualidade, consumidores mais exigentes, descentralização dos centros produtores para garantir o direito de todos os cidadãos do mundo terem informação e comunicação de qualidade. Isso, porém, não será feito no modelo atual, fortemente monopolista e excludente. O artigo é de Joaquim Ernesto Palhares. (*)


Texto apresentado na Cúpula Eurolatinoamericana de Microempresas e economia social, realizada de 3 a 6 de maio em Cáceres, Espanha (foto).

(*) Diretor da Carta Maior e Presidente da ALTERCOM

... A explicação do óbvio sobre o neoliberalismo

A diferença entre a teoria e a prática do neoliberalismo 

No livro "O Neoliberalismo: história e implicações", David Harvey mostra a debilidade teórica do neoliberalismo, a diferença entre sua teoria e sua prática, até o paradoxo de que para criar um mercado livre, é preciso muita intervenção do Estado. Relembre-se a “dama de ferro” com sua pesada intervenção nos sindicatos ingleses, e com os “presentes” das privatizações, e o período FHC que começa, precisamente, imitando a Tatcher, com uma queda de braço com o sindicato dos petroleiros, e vai em seguida criar o Proer, para em nome do mercado livre, livrar o sistema bancário da bancarrota. O artigo é de Francisco de Oliveira, para o Jornal de Resenhas.

O NEOLIBERALISMO: HISTÓRIA E IMPLICAÇÕES
David Harvey
Tradução: Adail Sobral e Maria Stela Gonçalves
EDIÇÕES LOYOLA
250 p., R$ 42,70


O novo livro de David Harvey não tem a originalidade nem a importância de seu clássico A condição pós-moderna , mas é uma oportuna contribuição para a discussão do neoliberalismo, que está longe de ter sido esgotada, já que esse “malfeitor” deixou suas seqüelas por todo o orbe. Diga-se logo, adiantando o argumento, que o neoliberalismo é o vitorioso nesta quadra histórica, e essa vitória se mostra precisamente onde políticas pretensamente antineoliberais se afirmam: que é o caso da Bolsa-Família, no Brasil.

Não há uma implicância com o badalado programa de Lula da Silva; entre as melhores discussões de Harvey está a de precisamente diagnosticar o neoliberalismo como um ataque aos direitos dos trabalhadores, e, ao contrário do que se pensa, as políticas tipo Bolsa-Família são parte da estratégia neoliberal, na formulação focalizada das políticas sociais, sempre encaradas desde a hegemonia do neoliberalismo como respostas às carências, e não como direitos.

... A função social da propriedade

A Constituição e a função social da propriedade

O artigo 186 e seus incisos da Constituição Federal estabelecem que a propriedade privada só tem seu direito resguardado quando, junto com os padrões de produtividade, seja cumprida a legislação ambiental e trabalhista e sua posse não gere conflitos e atenda às demandas da coletividade. A negativa raivosa desses valores traduz o perfil atrasado, arrogante e reacionário do setor ruralista e remonta a comportamentos daqueles que, ao longo dos séculos, exploraram e expropriaram direitos dos trabalhadores rurais e da natureza. O artigo é de Alberto Broch e de Willian Clementino.

Os latifundiários sempre se valeram da força bruta contra a luta pela terra e, sob o argumento da defesa da propriedade privada, praticam toda a sorte de violência, que, inclusive, resultou no assassinato de milhares de sindicalistas, religiosos e lideranças populares. Agora, eles incorporaram novas formas de reação à reforma agrária.

A criação de um “observatório de inseguranças jurídicas” é um dos instrumentos institucionais lançados para defender um suposto direito de propriedade que estaria sendo usurpado por quadrilhas de invasores de terra. Os representantes dos ruralistas também estão desenvolvendo campanhas de mídia e financiando uma rede de assistência jurídica em defesa de suas propriedades. Eles chegaram a reivindicar o emprego de tropas da Força Nacional para sustentar um plano nacional de combate às “invasões” de terras.

A senadora Kátia Abreu (DEM/TO) justifica estas ações com o argumento de que “a garantia à propriedade é direito garantido pela Constituição Federal como direito fundamental”. Essa afirmação é de um cinismo exacerbado e uma desleal tentativa de confundir a opinião pública. Os ruralistas utilizam a previsão constitucional sobre o direito de propriedade como se esse fosse absoluto e incondicional. Isso não é verdade, pois os dispositivos constitucionais exigem o cumprimento integral da função social como requisito indispensável ao direito de propriedade e como componente do princípio da igualdade e dos direitos fundamentais.

terça-feira, 11 de maio de 2010

... utilidade pública para marinheiros desorientados...

... e diga adeus à super-nanny!!!

 

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Seu filho não obedece? 9 dicas para mudar isto

Se a criança tem até 7 anos de idade, especialistas garantem que é possível estimulá-la com mais facilidade a obedecer

Letícia Macedo, especial para o iG São Paulo | 30/04/2010 08:28

Foto: Getty Images
Especialistas garantem que você pode estimular a criança a obedecer com mais facilidade
“Tudo o que eu peço, ela faz o contrário. Às vezes, perco a cabeça”, conta a cabeleireira Marlene Dias, mãe de Monique, 5 anos. Como ela, muitas mães sentem dificuldade em fazer com que os filhos obedeçam. Com ajuda de especialistas em educação e psicologia infantil, selecionamos dicas que vão acabar com essa tormenta e permitir um desenvolvimento mais tranquilo e saudável para o seu filho - e menos cansaço para você.
1. Eduque sem culpa
Entender que existem regras faz parte de um importante processo de aprendizagem da criança. Por isso, os pais devem sentir-se autorizados a educar. “Eles têm essa função e serão cobrados por isso”, diz Isabel Kahn, psicóloga e professora da PUC-SP. Os pais que trabalham devem administrar o sentimento de culpa. “Quando a mãe explica que precisa trabalhar, o filho pode sentir falta dela, mas ele compreende a situação”, garante.
Por isso, os especialistas são unânimes em afirmar: nada de tentar compensar a ausência por meio da superproteção ou de permissividade. “Ao perceber que os pais se sentem culpados, a criança pode adotar comportamentos manipuladores”, alerta a psicanalista Patrícia Nakagawa, mestre em psicologia escolar, aprendizagem e desenvolvimento humano pela Universidade de São Paulo.
2. Crie um bom vínculo afetivo

Demonstre carinho, converse e brinque. Assim, você cria uma maior cumplicidade com a criança. Segura de que tem a atenção dos pais, ela aprende que não precisa recorrer à desobediência para chamar a atenção. Dessa maneira, quando você precisar impor uma regra, a criança compreenderá mais facilmente que há momentos em que ela deve obedecer.
“Para criar um bom vínculo com uma criança não é preciso dar presentes ou mimar demais, mas brincar com ela”, afirma a psicóloga Suzy Camacho, autora do livro “Guia Prático dos Pais” (Edit. Paulinas). Ao chegar do trabalho, dedique pelo menos 15 minutos para brincar. “A qualidade da interação é muito mais importante do que a quantidade”, completa a psicóloga Juliana Nutti, que é doutora em Educação pela UFSCAR e coordenadora do curso de especialização em Psicopedagogia do Centro Universitário Central Paulista.
3. Valorize o papel da criança
Seu filho precisa conhecer a importância dele na família. Para isso, é bom que ele tenha o seu lugar reservado na mesa de jantar e seja ouvido pelos pais. “A criança deve saber que obedecer aos pais contribui para o desenvolvimento de uma dinâmica familiar harmoniosa, na qual todos são recompensados”, explica Juliana Nutti.
4. Crie uma rotina
Utilize o bom senso e estabeleça uma rotina para o seu filho. “A rotina é fundamental, pois traz segurança e faz com que a criança se sinta cuidada. Aos poucos, dê-lhe uma certa autonomia para executar pequenas ações sozinhos. A criança gosta de sentir-se capaz”, garante Adriana Tanasovici, psicopedagoga do colégio SAA, em São Paulo. Uma rotina bem adaptada ao ritmo da criança reduz a ansiedade, faz com que ela se lembre de algumas tarefas cotidianas, como escovar os dentes após as refeições, e tenha um sono de qualidade.
5. Dê ordens claras
Dialogue sempre, use linguagem adequada à faixa etária da criança e tom firme. Ao dar uma ordem, olhe nos seus olhos da criança. É preciso persistência, mas psicólogos garantem que funciona: “Diga o que ela deve fazer uma única vez. Aguarde alguns minutos e verifique se ela já fez o que você pediu. Se não, pegue-a pela mão e a acompanhe na execução. Repita até que ela se condicione a atendê-lo”, diz Suzy Camacho.
6. Esteja preparado para lidar com a desobediência
Ao desobedecer, a criança busca uma satisfação momentânea, nem sempre o seu objetivo é afrontar o adulto. Por isso, aja com calma e firmeza. “Não se pode dizer não aleatoriamente, mas é fundamental sustentá-lo quando for preciso, pois a criança tem que saber que ela não pode pular uma janela ou não deve agredir o coleguinha”, ressalta Isabel Kahn.
7. Diante da birra, fique firme
Quando a criança começar a fazer birra, mantenha a calma. Reforce que você não poderá atendê-la naquela hora e seja objetiva. “Se estiver em público, não se preocupe com os comentários ou olhares das pessoas. Também não faça discursos ou ameaças enquanto a criança estiver chorando. Apenas tente desviar a atenção dela para outra coisa, mas não ceda”, afirmou Suzy Camacho. “Os pais precisam ouvir as necessidades da criança, não a birra”, observou Adriana Tanasovici.
8. Oriente a babá
Combine com os cuidadores as diretrizes da educação do seu filho.“Esse diálogo é imprescindível para que não se estabeleça um relacionamento conflitante e a criança fique confusa”, explica a psicanalista Patrícia Nakagawa.
9. Educa-se o tempo todo
Lembre-se: educar é uma atividade contínua e você precisa dar o exemplo. “A educação é um processo que não ocorre apenas em situações de desobediência. A criança aprende muito por meio do que observa em seu cotidiano”, diz Patrícia Nakagawa. Por isso, seja verdadeiro.“Se enganamos ou mentimos uma vez, as crianças podem perder a confiança nos pais”, completa Adriana Tanasovici.
 

segunda-feira, 10 de maio de 2010

... Cidades sustentáveis? Desafios e oportunidades


Por Carlos Leite
Há cem anos, apenas 10% da população mundial vivia em cidades. Atualmente , somos mais de 50%, e até 2050, seremos mais de 75%. A cidade é o lugar onde são feitas todas as trocas, dos grandes e pequenos negócios à interação social. É onde a cultura abrange e interliga nações de todo o planeta. Mas também é o lugar onde há um crescimento desmedido das favelas e do trabalho informal: estima-se que dois em cada três habitantes viva em favelas ou “sub-habitações”. E é também o palco de transformações dramáticas que fizeram emergir as megacidades do século XXI: as cidades com mais de 10 milhões de habitantes já concentram grande parte da população mundial. 


sábado, 8 de maio de 2010

... a gênese dos nossos super-heróis

Se o Super-Homem pudesse passar da ficção à vida real, Hitler teria terminado seus dias em um tribunal da então Liga das Nações em Genebra e o campo de extermínio de Auschwitz jamais teria existido: é o que mostra a exposição "Heróis, Monstros e Super-Rabinos: Quadrinhos com Cores Judaicas", cuja abertura está marcada para o dia 8 de agosto no Museu Judaico de Berlim.

A mostra apresenta mais de 200 desenhos originais, entre eles verdadeiras raridades dos personagens mais populares do mundo da HQ.

Hulk, Batman, Super-Homem e o Homem Aranha, entre outras das figuras mais conhecidas do panteão dos quadrinhos americanos, foram criados por um descendente de família judaica emigrada da Europa, como destaca a exposição, dedicada a 45 célebres desenhistas.

A idade de ouro dos quadrinhos de super-heróis teve início entre as décadas 30 e 40 do século 20 -- e foi neste turbulento período que os heróis viveram suas primeiras aventuras no papel.

Muito antes dos Estados Unidos entrarem na guerra contra o Eixo nazi-fascista, Adolf Hitler e companhia já eram combatidos entre as quatro linhas das histórias em quadrinhos.

"O objetivo da mostra não é fazer dos quadrinhos uma especialidade judaica", explica Anne Helene Hoog, curadora da exposição. "O ponto é indagar por que tantos desenhistas eram judeus e que assuntos os preocupavam".

Em fevereiro de 1940, quase dois anos antes do ataque japonês à base naval de Pearl Harbor -- que precipitou a entrada americana na Segunda Guerra Mundial --, Jerry Siegel e Joe Shuster desenharam um acerto de contras entre o Super-Homem e Hitler no gibi "Como o Super-Homem Acabaria com a Guerra".

"Eu te daria um soco não-ariano direto no queixo, mas não tenho tempo!", diz o Super-Homem a Hitler, que apesar de ter sido entregue à Suíça para ser julgado -- junto com Stalin -- não se impressiona muito com a ameaça.

Um mês depois, Jack Kirby (cujo verdadeiro nome é Jacob Kurtzberg) e Joe Simon criam uma história na qual o Capitão América desbarata um plano de invasão dos nazistas, aproveitando para aplicar uma magistral bofetada em Hitler na capa da revista.

À imagem e semelhança de seus criadores, os super-heróis eram muitas vezes personagens relativamente marginais, com sentimento patriótico exacerbado -- como muitas vezes acontece com os imigrantes, destaca Hoog.
"É claro que judeus -- em particular filhos de imigrantes, pessoas pobres, refugiados -- foram afetados pela miséria, pelo medo, pela violência, pela injustiça e, claro, pelo extermínio que acontecia então no mundo", estima a curadora. "Precisávamos de super-heróis nos anos 30", afirma.

Embora nenhum dos personagens dos quadrinhos fosse abertamente judeu, suas aventuras são repletas de referências ao Antigo Testamento, indica por sua vez Cilly Kugelmann, diretora de programação do Museu Judaico.

"Como Moisés, o super-herói é um bebê abandonado criado por pessoas que o encontraram", cita como exemplo, lembrando que também são encontradas referências claras às mitologias grega e germânica.

sexta-feira, 7 de maio de 2010

... história e luta: interprete você!

João Cândido, petróleo, racismo e emprego 

A Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. O artigo é de Beto Almeida.

Nesta sexta-feira a Transpetro lançou ao mar o navio petroleiro João Cândido. Batizado com o nome de um dos nossos heróis, marinheiro negro, filho de escravos e líder da Revolta da Chibata, o navio tem 247 metros de comprimento, casco duplo que previne acidente e vários significados históricos. Primeiro, leva a industrialização para Pernambuco, contribuindo para reduzir as desigualdades regionais. Em segundo lugar, dá um cala-boca para quem insinuou de forma maldosa que o PAC era apenas virtual. Em terceiro, prova que está em curso a remontagem da indústria naval brasileira criminosamente destruída na era da privataria. Como um simbolismo adicional, um total de 120 operários dekasseguis foram trazidos do Japão, com suas famílias, para juntarem-se aos operários nordestinos que construíram o navio. Os primeiros não precisam mais morar longe da pátria; os outros, saem do canavial para a indústria e não precisam mais pegar o pau-de-arara, nem entoar com amargura a Triste Partida, de Patativa do Assaré, como um certo pernambucano teve que fazer na década de 50. Até que virou presidente.

Mulheres trabalhando como chefes de equipe de soldagem no Estaleiro Atlântico Sul, no município de Ipojuca, em Pernambuco, pronunciavam frases orgulhosas lembrando que não sabiam nem que esta também poderia ser uma tarefa feminina.

Leia na íntegra clicando aqui

... a dança e suas faces...

... conheci hoje essa manifestação da cultura humana. Uma cultura diversa, colorida, criativa, criadora!

Antônio de Nobrega é o articulador do programa.