quarta-feira, 30 de março de 2011

Atividade Final Curso FPTG-EAD

Inicio minha atividade final com um vídeo que fecha o trabalho da Katia A. Silva, para pensarmos sobre os desafios de viver uma sociabilidade ninguém sabe se muito ou pouco distante, frente a um contexto presente, real, atual de barbárie!  





O objetivo desta atividade é refletir sobre a diferença entre informar e comunicar.

Valendo-me da reflexão de Rocha (2009) inicio problematizando os ambientes virtuais em geral e suas possibilidades de informar e/ou comunicar. Segundo Rocha (2009, p.2)  “A comunicação é quesito para a formação, para a educação, no que se torna lícito dizer que os elementos da comunicação são também elementos da educação, na parte técnica da interação social, base de transmissão de informações.”

Partirei dessa afirmação para desenvolver as idéias deste texto. Assim, entendo que para fazer da EAD um ambiente formativo, educativo é preciso avançar bastante na forma como se utiliza os conteúdos da internet, todos eles. Ao longo deste texto, irei apontar algumas imagens e vídeos para ajudar no diálogo.

O desafio de compreender o “conceito H” (ROCHA) me remete à necessidade de reorientar e ressignificar a forma e o uso do conteúdo. Entendo que a chave para essa compreensão está no método, e método, um que permita, - a partir do olhar para a realidade, seja ela qual for, esteja ela onde estiver, referente a quem quer que seja – identificar, analisar, relacionar, abstrair, confrontar, mediar, sistematizar, propor e explicar o real. 

Não vejo outra saída epistêmica senão, o método dialético.
Nisso, a tarefa de construir e reconstruir o entendimento sobre o uso das TIC’s nos ambientes virtuais de aprendizagem, o método dialético permite que a aproximação da realidade de um determinado fenômeno constitua-se como um processo de apropriação teórica do mesmo, em que o sujeito que aprende constrói e reconstrói a realidade a partir da práxis humana.

As imagens, os vídeos, os áudios, os textos ou hipertextos, os sites de relacionamentos, os hospedeiros de imagens e sons, enfim, toda essa boa parafernália tecnológica demanda intervenção docente para em seguida, se fazer intervenção na formação dos professores ou na educação de crianças, jovens e adultos nos ambientes da educação básica.

Há um ditado popular que diz: “ouviu mas não escutou!”, e a aproximação que proponho é semelhante na tarefa de pensar informação e comunicação. Se comunicação é de fato, elemento sine qua non para uma formação humana, eu traria de Paulo Freire, emancipatória, é preciso usar mais e usar melhor a dimensão comunicativa presente nos instrumentos e ferramentas que informam, senão, corre-se o risco de não conseguir enxergar num simples desenho, o pano de fundo de uma visão de mundo!



Pode haver mais informações numa imagem do que em mil palavras reunidas num longo texto. Como são e como deveriam ser tratadas as imagens nos processos de formar seres humanos para a autonomia e o ser ético e ética?


















O que mais existe é gente para criticar o novo! E de fato, todo "novo" inspira dúvida para aqueles que se arraigaram no "atual". Digo "atual" para não ofender aqueles que conseguiram distanciar-se do tradicionalismo pedagógico. Chamo de "atual" aqueles que conseguem fazer bons apontamentos no uso de alguns recursos, das TIC's, mas encontram dificuldade em aceitar a modalidade a distância, como uma possibilidade de exercer e formar criticidade, autonomia, intelectualidade orgânica ou organicidade intelectual. Como se fosse possível formar bons professores apenas dentro de uma sala de tijolos. Mal conseguimos administrar o fato de convivermos com alunos de corpo presente, mas com as idéias à distância dali.

Entendo o futuro da Educação a Distância, apesar da inevitabilidade da presença tecnológica no cotidiano humano nessa sociabilidade, incerto e flexível. É fato, que o número de pessoas longe de acessarem uma modalidade presencial de formação profissional é muitíssimo grande. E é fato também, que onde o projeto do curso (qualquer curso) é sério, onde os docentes são comprometidos com uma educação emancipatória e onde os "AVA" assumem a dimensão do "conceito H", usando todas as ferramentas e produtos da internet com organicidade e contextualização, ainda teremos muito fôlego para desenvolver bons projetos de Educação @ Distância.

Independente da modalidade, afinal, qual é a finalidade da educação?