quinta-feira, 5 de maio de 2011

Direto do Blog do Pedro Tatu


A infância é uma fase da vida especialmente importante na formação dos valores, do caráter, dos hábitos e da concepção própria da vida e do mundo. A escola, os amigos, o mercado, a mídia, a igreja e as manifestações culturais são dimensões institucionais poderosas nesta formação.
Porém, uma instituição é particularmente responsável por esse processo: a família. As figuras paterna e materna são as primeiras referências do mundo adulto que a criança apreende.
Todo ato e toda ação é observada e assimilada como algo a ser seguido ou repulsado, pois a criança processa dialeticamente a informação e lhe dá sentido e significado. No entanto, sem o estímulo do senso crítico e do questionamento, ocorre a reprodução do senso comum.
Desta forma, as piadas e brincadeiras preconceituosas, a forma em que se trata o próximo, os “jeitinhos” arrumados para ganhar vantagens, os hábitos incorporados e naturalizados são ressignificados e reproduzidos simbolicamente na cultura infantil. E assim, crescem com as mesmas manias, valores, preconceitos e discriminações.
E assim, sem uma interferência intencional, sem uma problematização desse cotidiano mercantilizado, vai se (re)produzindo em larga escala, filhos e filhas iguais aos seus pais. O vídeo abaixo, nos permite uma reflexão sobre essa sublime arte de alienar os filhos e filhas...
Pedro Osmar Figueiredo (Tatu)