quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Cultura e conhecimento em Goiânia


Com apoio cultural da UFG, o Centro Cultural Oscar Niemeyer (CCON) realiza, no segundo semestre de 2012, a primeira edição do Café de Ideias, evento que busca trazer palestras sobre temas diversos da contemporaneidade. A entrada é gratuita, e as conferências ocorrem sempre às 19h30, no CCON.
A edição de 2013 já conta com nomes como Nelson Mota, Marilena Chauí, Contardo Calligaris, Arnaldo Jabor, Flávio Gikovate, Maria Rita Kehl, João Pedro Stédile e Wladimir Safatle.
Confira a programação do primeiro Café de Ideias:

12.09 (quarta-feira) - Renato Janine – prof. filosofia USP

 – Conferência: Vida Contemporânea: o meu mundo caiu”
Resumo: Para muitos, devido as recentes crises mundiais, o mundo caiu. Foram-se empregos, dinheiro, sonhos de prosperidade. Quais as consequências psicológicas das crises generalizadas? Como reagir a elas, como rever os sonhos e projetos? Há muita discussão sobre saídas práticas da crise econômica mundial, mas sua dimensão pessoal, seu alcance humano: como ficam?
27.09 – (quinta-feira) José Miguel Wisnik – músico, poeta e prof. literatura da USP.
– Conferência: “Eu que aprenda a levitar, poesias e canções”
Resumo: As perdas e as separações são compreendidas pelo ponto de vista da arte. A arte e a poesia podem ser instrumentos para lidarmos com os nossos lutos. Como usar a leveza da arte para atravessar os trechos pesados da vida?

10.10 – (quarta-feira) José Arthur Giannotti – filósofo e prof. filosofia da USP

-  Conferência:  Política e responsabilidade: as zonas cinzentas
 Resumo: Pode haver toda uma estruturação das ações políticas que não leve em consideração certos limites postos pelo metabolismo que o homem mantém com a natureza? Isto por certo limita a autonomia do político, mas evita que ele seja compreendido exclusivamente por meio de processos decisórios. O governo da coisa pública requer a produção dessa coisa. Em contrapartida, a ação política certas vezes  visa  tal  reestruturação das estruturas sócias e políticas que ela quebra comportamentos ritualizados. A política implica uma aposta na renovação de seus próprios procedimentos que nem sempre podem ser julgados pela ética pública corrente. Napoleão dizia, na política a gente se engaja e depois vai ver o que dá. Nessas condições inovadoras a ação política está envolta numa zona cinzenta que escapa da bipolaridade dos juízos morais constituídos.

09.11 - Eliane Brum (sexta-feira) – escritora e jornalista da revista Época

Conferência: Histórias para transformar e transtornar”
Resumo:  Cinco histórias para mostrar como toda vida só existe como narrativa.  Deste modo, uma vida só se humaniza ao ser contada– e “escutada”. Uma vida só se realiza como vida ao se encontrar no olhar do outro – e continuar a ser escrita neste reconhecimento. Quando esse encontro não acontece, é a vida que se aniquila. Para isso, Eliane, conhecida como a “repórter dos desacontecimentos”, faz uma viagem amarrando os fios de sua vida de contadora de histórias com a história de sua própria vida. Para isso, conta cinco histórias – uma autobiográfica, três da vida real e uma de ficção. Através delas, mostra como ficção e realidade se entrelaçam para fazer de uma vida – uma vida humana.

23.11 – (sexta-feira) Luiz Felipe Pondé – filósofo e articulista da Folha de São Paulo
Conferência: “O sexo e o amor em tempos pós-modernos"
Resumo:  O homem contemporâneo é narcisista, frágil, egocêntrico, precário afetivamente, ambivalente. O amor e o sexo têm a mesma consistência de hábitos alimentares redentores e práticas espirituais ao consumidor: todos têm a função de servir a um "eu" maníaco pela felicidade e com dificuldade de estabelecimento de vínculos. Desmancham-se no ar como poeira. A tentativa de enfrentamento da ambivalência do mundo via a privatização dessa ambivalência: "meu amor e meu sexo me salvam".


06.12 – (quinta-feira) Christian Dunker – psicanalista e professor de Psicologia da USP
Conferência: Cinema e psicanálise: narrativas do sofrimento”.
Resumo: As relações entre sofrimento, mal-estar e sintoma no cinema brasileiro recente, envolvendo percepção da violência, discriminação, corrupção de valores e indeterminação do desejo, em filmes como Tropa de Elite 1 e 2, Cidade de Deus e À Deriva.