terça-feira, 25 de abril de 2017

Trinta anos depois... do Blog da Contexto

Do Blog da Editora Contexto, achei bastante pertinente compartilhar essa publicação, pois trata-se de um tema mais que atual em nossas vidas. Veja aí e se te interessar, adquira o livro divulgado.



Trinta anos depois




O tempo histórico sofreu uma acelerada nestes últimos 30 anos. No Brasil e no mundo as mudanças são profundas e estão à vista de todos.
Há 30 anos as pessoas não se correspondiam por e-mail, WhatsApp ou Facebook. Elas simplesmente conversavam sem a intermediação de aparelhos eletrônicos. Telefones (fixos, não havia celulares) eram um luxo, jornais (numerosos) tinham tiragens altíssimas. Liam-se livros inteiros na universidade, e se ostentavam capas como se ostentam iPhones hoje em dia. Livros não eram diagramados no computador comum, como agora, mas por sistemas complexos que tinham a função de substituir a jurássica máquina chamada linotipo (aquela que usava chumbo derretido para gravar as linhas de letras).
Há 30 anos as pessoas se visitavam de corpo presente, não virtualmente e o interurbano era raro e caro, já que não tínhamos ainda o Skype. A sensação de liberdade era recente, o Brasil estava saindo de uma ditadura que escorraçou da vida pública gente que talvez faça falta até hoje na política brasileira. Estávamos nos esforçando para aprender a viver em uma democracia. Estávamos nos esforçando também para superar preconceitos seculares, intolerâncias das quais não temos por que nos orgulhar. A imprensa e os intelectuais, agora livres, percebiam que a gritante desigualdade social brasileira havia engendrado uma elite, com frequência, arrogante e um povo que teve que aprender a ser dissimulado para sobreviver. Isso terá mudado? Trinta anos atrás a escola pública não era universal, embora fosse melhor do que hoje em dia (talvez, exatamente, por não ser universal).
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